Chiclete.

​Você recusou meu chiclete, partiu meu coração de criança.

Nele tinha doces sonhos, muita imaginação e uma pitada de hortelã.

Arrumei força e coragem para te entregar o mega chiclete da moda. 

Tal rejeição me fez pisar na vida adulta, desilusória, agridoce, contraditória. 

Não fiz mais bolas grandes, tinha receio de mastigar na frente das pessoas. 

Procurei sabores em outras bocas. 

Descobri que você era chiclete pequeno, quando fiquei grudada em mim mesma. 

Tempos longínquos, esqueci que você riu de mim. 

Depois de tantos anos vem me pedir perdão…

Tudo bem, chicletes são para serem  mascados e não engolidos. 

A marca da goma nem ficou no chão.

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3 comentários

  1. O que não perdoamos – em nós mesmos e não fora ou em outrem – nos acompanha e se torna senhor de nossos pensamentos. Abandone a dor, perdoe-se e deixe a vida fluir. Perdoar e amar são mais completos que gostar ou esquecer, porque envolvem compreender a si e ao outro também. Bjoca 😀

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